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Hiperplasia prostática benigna

HPB: O que é ?

A hiperplasia benigna da próstata (HPB, também conhecida por aumento prostático benigno, é uma patologia bastante comum, cuja incidência aumenta à medida que o homem vai envelhecendo. Esta caracteriza-se pela presença de uma próstata aumentada em termos de tamanho (hipertrofia da próstata) e em termos de número de células (hiperplasia prostática benigna) e pode condicionar, nalguns homens, uma deterioração progressiva da capacidade urinária. A longo prazo, na ausência de tratamento, pode provocar também outras doenças do trato urinário, nomeadamente na bexiga e nos rins.

O aumento prostático benigno é uma doença crônica que, por vezes, apresenta manifestações agudas com necessidade de tratamento urgente, como seja a retenção urinária aguda. A HPB não deve ser confundida com a síndrome da dor pélvica crônica, pois são patologias distintas que poderão ou não coexistir.

Dimensões de uma próstata normal

A definição de tamanho de uma próstata normal e de volume prostático varia com a idade. Por outro lado, o tamanho da próstata nem sempre tem correlação com a gravidade dos sintomas: alguns doentes com próstatas apenas discretamente aumentadas podem apresentar muitos sintomas e pacientes com próstatas maiores podem apresentar menos queixas. Deste modo, o início de tratamento e a escolha deste deve ter mais em conta a sintomatologia do doente e os resultados de outros exames (como a urofluxometria, ecografia da bexiga e o resíduo pós-miccional) do que propriamente o tamanho da próstata. Apesar de não existir uma definição precisa sobre a variação do tamanho prostático com a idade, os estudos demonstram os seguintes tamanhos médios:

Diagnóstico da HPB

O diagnóstico da hiperplasia prostática benigna (HPB) é realizado pelo urologista, com base na história clínica e exame físico, incluindo o toque retal para avaliar o tamanho, a consistência da próstata e possíveis alterações.
Para determinar o impacto da HPB na função urinária e qualidade de vida, podem ser solicitados exames complementares, como:
  • Ultrassonografia da bexiga e próstata, que avalia o volume prostático e verifica o resíduo urinário pós-miccional.
  • Estudos urodinâmicos, como urofluxometria e estudo pressão-fluxo, que analisam o funcionamento da bexiga e a força do jato urinário.
  • PSA (antígeno prostático específico), solicitado conforme a idade do paciente, o histórico familiar e a avaliação do toque retal. O PSA auxilia na diferenciação entre HPB e câncer de próstata.

relação entre PSA e HPB deve ser considerada, pois o aumento do volume prostático pode levar a valores mais elevados de PSA sem que haja necessariamente a presença de câncer.

ultrassonografia prostática permite uma avaliação detalhada da próstata e das vesículas seminais. A via abdominal é a mais utilizada por ser menos invasiva, enquanto a ultrassonografia transretal oferece maior precisão, mas é menos utilizada na prática clínica por ser mais desconfortável ao paciente.

Em casos específicos, pode ser necessária a realização de exames adicionais, mas a tomografia computadorizada geralmente não é necessária para diagnosticar a HPB.

A avaliação médica é fundamental para determinar o melhor tratamento para cada paciente. O diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado garantem uma melhor qualidade de vida e evitam complicações associadas ao crescimento prostático.

Causas para a HPB

As causas para o aumento prostático benigno ainda não são bem conhecidas. A maior parte dos investigadores relaciona este crescimento com fatores testiculares e com as alterações hormonais que ocorrem com o envelhecimento do homem, daí ser uma patologia típica dos idosos. Por exemplo, os estudos revelaram que em jovens submetidos a remoção dos testículos antes da puberdade ou homens que não produziam dihidrotestosterona não se verificou o aparecimento da HPB.

Sintomas da HPB

Os sinais e os sintomas mais frequentes da HPB e que condicionam o início do tratamento estão relacionados com a função miccional.

São frequentes as queixas de:

Mais raro, também se pode manifestar com:

Opções de Tratamento para HPB

hiperplasia prostática benigna (HPB) é uma condição comum que pode afetar a qualidade de vida dos homens, especialmente após os 50 anos. O tratamento varia conforme a gravidade dos sintomas, a interferência na função urinária e as condições gerais do paciente.


1. Tratamento Medicamentoso
Para casos leves a moderados, o médico pode indicar medicamentos que auxiliam no relaxamento da próstata e no controle do crescimento do tecido prostático. A escolha do medicamento é feita com base na avaliação individual de cada paciente, considerando fatores como idade, intensidade dos sintomas e impacto na qualidade de vida.

2. Tratamentos Minimamente Invasivos

Quando os sintomas não melhoram com medicação ou há contraindicações ao tratamento clínico, procedimentos minimamente invasivos podem ser uma alternativa:
  • Rezum: Técnica que utiliza vapor de água para reduzir o volume prostático, proporcionando melhora dos sintomas urinários com preservação da função ejaculatória.
  • HoLEP (Enucleação Prostática com Laser de Holmium): Procedimento que remove o excesso de tecido prostático de forma segura e eficaz, sendo indicado para próstatas de qualquer tamanho e reduzindo significativamente o risco de recidiva.

3. Cirurgias Convencionais e Avançadas
Para casos mais avançados ou quando os tratamentos anteriores não são eficazes, a intervenção cirúrgica pode ser necessária:

  • RTU (Ressecção Transuretral da Próstata): Técnica tradicional, realizada por via uretral, para remoção do tecido prostático em próstatas menores.
  • Prostatectomia Robótica: Procedimento de alta precisão realizado com assistência robótica, garantindo menor sangramento, recuperação mais rápida e menores riscos de complicações.

Cada paciente deve ser avaliado individualmente para definir o tratamento mais adequado. Se você tem sintomas de HPB, procure um de nossos especialista. Existem diversas opções seguras e eficazes para recuperar sua qualidade de vida.